Ai, minha Nossa Senhora!
Já me estava a parecer uma rara benesse não ter de aturar, com um mínimo de regularidade, o velho catolicismo à la Capela do Rato.
José Manuel Pureza, um dos novos deputados do Bloco de Esquerda, veio recentemente ressuscitar a balela progressista. Relembrou – para mal dos nossos pecados – que, à semelhança dele, há muitos que se dizem católicos, mas reservam o zelo para a desobediência aos ensinamentos da Santa Igreja.
Claro que católicos da treta como o senhor Pureza têm sempre o ouvido atento dos media junto a si. Curiosamente, não recordo tamanha agitação quando Cláudio Anaia, social-cristão do PS e católico leal (não apenas praticante), veio contestar a ânsia fracturante do partido a que pertence.
Há que dizê-lo: Anaia devia sair do PS e reclamar junto do CDS o nicho a que o catolicismo social português tem direito dentro daquele partido. Assim, ficava tudo mais claro: os progressismos por atacado uniriam transversalmente o PSD do senhor Passos Coelho (assim que se apossasse daquele albergue espanhol), o socratismo que guina para o liberalismo de casino quando lhe convém e os liberais mais frenéticos e libertinos do Caldas, que bem podiam passar a “laranjas” sob a égide do supracitado “yuppie”. Os católicos mais “progressistas” e colectivistas têm bom remédio: fazer companhia a “teólogos da libertação” encartados. Como o sr. Pureza, por exemplo.
Valha-nos Deus, caramba!
